Bereshit
Teologia para leigos.


Silvia Ayala Bacellar
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Membro da Assembleia de Deus de Cordovil Congregação Porto Carrero.
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Formada no Curso livre em Teologia pelo Instituto Bíblico Estrela de Davi;
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Formada no Curso Básico em Libras pela FAECAD;
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Cursando O 2° Período de Hebraico Bíblico pela FAECAD;
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Cursando o 5° período da Graduação Bacharel em Teologia pela FAECAD;
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Professora do Projeto Jovens Pregadores;
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Integrante do Projeto Crescer na AD Um Novo Tempo - Jardim América.
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Locutora da Rádio Missões - ADMC, Programa Somos Luz
É isso mesmo! Do latim, a estrela que cai é a palavra dessidérium, que se transliterou na palavra desejo. Ah! Desejo, vontade, anelo, intento, sonho, anseio, cobiça.
Na contagem regressiva para o termino do ano, os desejos para o ano que iniciará parecem multiplicar na alma. No entanto o desejo humano deveria estar ligado a uma necessidade, ser fonte de satisfação; com isso o homem passaria de realizador para um necessitado.
A eterna insatisfação humana abarrota a alma de desejos ou necessidades. De acordo com a Teoria de Maslow, as necessidades humanas são inesgotáveis, ao satisfazer algo, logo se apresenta uma nova necessidade.
No relato da criação (Gn 1ss), observa-se que antes da queda não havia na humanidade necessidades, desejos. Adão não sentiu necessidade de ter uma companheira. O casal também não tinha necessidade de alimento ou veste. Após a queda, o homem precisava trabalhar para comer e o prazer estava relacionado a sacrifícios e conquistas, assim o homem passou a ser necessitado.
Tudo passou a ser fonte de desejo, tanto o alimento quanto a veste e até o sexo. O anseio humano pelo possuir e conquistar cresce desde a fundação do mundo. Os desejos são os mais inusitados longe de necessidades básicas, de segurança ou até mesmo de estima o homem desrespeita o motivo original da sua criação.
A cobiça tomou o lugar do sonho. O intento humano está focado a qualquer preço em sua promoção e realização pessoal, na verdade hoje colocar desejo como sinônimo de necessidade seria uma utopia. Até quando a humanidade estará nesta busca desenfreada pelo ter, esquecendo-se da essência, da vida.
Bom seria que ao nascer do novo Ano os desejos nascessem de necessidades verdadeiras, como a ausência da fome, a paz, a igualdade e muitas outras tantas necessidades humanas. Infelizmente o homem anda desvairado, fascinado por conquistas momentâneas para ostentar luxo e poder, a cada dia esquecendo-se da eternidade e do motivo real da sua criação.
O homem foi criado para ter um relacionamento com o criador. Por isso Jesus nos deixa ensinamentos preciosos (Mt 25. 35-40), ao pensar na necessidade do próximo o Senhor cuidará das nossas (Fp 4).
Que em 2017 o Espírito Santo restaure o nosso relacionamento com o Pai através do Filho e nos conduza a entender que sonhos se realizam com a determinação do Eterno, que as conquistas sejam para a Glória do Pai, para que em tudo Ele seja sempre Glorificado.