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Introdução

Preservação do hebraico bíblico.

 O alfabeto hebraico em uso nos MSS. existentes e nas Bíblias impressas tem o nome de Ashurith (lê-se axurith), que significa Assírio, porque os judeus o empregaram depois do cativeiro babilônico, parecendo que o adotaram na ocasião do cativeiro ou pouco depois. Sem sombra de dúvida que quando se fez a versão grega LXX , o hebraico já era escrito nesses caracteres, pois há nessa versão, erros oriundos da confusão de letras que são semelhantes somente nesses caracteres. Também denominados de Caracteres Quadrados, ou alfabeto quadrático, devido à configuração geral mais ou menos retangular que tem essas letras.

Anteriormente ao cativeiro babilônico, o hebraico se escrevia em caracteres antigos ou fenícios, de que ainda existem vestígios na pedra moabita do sec. IX a. C. e nos aquedutos de Jerusalém que datam provavelmente dos dias do rei Ezequias, em sinetes ou selos antigos e em moedas dos dias dos Macabeus. O pentateuco samaritano está escrito em caracteres antigos tão semelhantes a esses que se pode dizer também em caracteres fenícios.

O hebraico é um idioma oriental que pertence à família semítica. O termo semítico/a foi usado pela primeira vez para descrever todos os idiomas do Crescente fértil estreitamente inter-relacionados. Posteriormente a nomenclatura foi adotada pelos estudiosos para designar os vários agrupamentos de povos falantes desses idiomas.

A palavra semita, origina-se do nome próprio Sem, que de acordo com Gn 10, era filho de Noé e ancestral dos assírios, arameus, hebreus e de outros, muitos dos quais falantes de idiomas assemelhados. O termo semítico, passou a designar todos esses idiomas correlatos, mas isso não significa que todos os seus falantes eram descendentes de Sem.

Nome e época.

Nos tempos do exílio babilônico, exemplares em hebraico das Escrituras, foram conservados em regiões que tinham populações judaicas grandes, à saber: a Babilônia, o Egito e a Palestina. Alguns estudiosos acreditam que esses exemplares vieram a ser os precursores dos principais tipos de textos da Bíblia Hebraica. Cada um se desenvolveu paulatinamente, mas o tipo textual babilônico era o mais bem conservado.

Depois da volta dos exilados e a ascensão do estado judaico, passaram a serem usadas várias versões da Bíblia. Com o hebraico em declínio e com a ascensão do cristianismo, surgiu a necessidade de uma versão bíblica padronizada, um texto para usar no templo, por assim dizer. Segundo uma das teorias, os escribas que trabalhavam sob a orientação do rabino Aquiba, perto do século I d.C., convenceram-se a superioridade do texto da Babilônia. No pentateuco por exemplo, o texto era tosco, e conservava variantes arcaicas e difíceis em vez de exibir revisões e variantes mais fáceis. Por essa razão, o texto babilônico tornou-se o padrão. A história exata do texto é bastante complicada do que sugere essa visão panorâmica simplificada.

Esse tipo textual autorizado foi conservado no decurso dos séculos subsequentes pelos escribas e depois pelos massoretas (os tradicionalistas que conservaram o conhecimento de como o texto devia ser lido, por meio do acréscimo de várias marcas e pontos ao texto nos séc. VIII e IX d.C).

A versão hebraica das Escrituras usadas atualmente é conhecida como o texto massorético e seu manuscrito mais antigo atualmente existente, da família de escribas Bem Asher, data de aproximadamente 895 d.C.

A importância do hebraico bíblico.

Temos muitos bons motivos para estudar o hebraico bíblico. Alguns dos mais importantes são os seguintes:

 

 

  • O conhecimento do hebraico bíblico é importante para a tradução e exegese da Bíblia. Os estudiosos que atribuem valor à literatura bíblica consideram importante o estudo da língua hebraica.

  • O conhecimento do hebraico bíblico é essencial para responder perguntas a respeito da origem e caráter literário da Bíblia hebraica.

  • O conhecimento do hebraico bíblico é essencial para a interpretação das expressões e modos de pensamento semíticos que existem em grande quantidade do NT grego.

  • O conhecimento do hebraico bíblico, com todas as suas construções e nuanças, é importante para o estudo da literatura rabínica.

  • O conhecimento do hebraico bíblico é o ponto de partida mais fácil para o estudo de outros idiomas semíticos, que são de interesse para historiadores que procuram entender os inícios das civilizações.

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